Não sei o que devo apontar
pois na descoberta do novo,
tudo é graça, tudo ameaça
e tudo irradia.
Foi uma mistura de tudo,
emoção, surpresa e de uma
espera que não existia.
Em meio a uma arquitetura moderna,
está ele alí,
com sua arquitetura barroca
dizendo que o passado ruia.
Fazendo a mistura do clássico
ao moderno, mostra, traça,
diz com graça que é possível trazer
o passado no meio de uma praça.
Diz também,
através da exposição na parede
que o regional, frente ao urbano,
pode encantar,
fazer pulsar o coração humano.
Amigos, eu tenho que confessar
que é difícil externar
que sentimentos meus
naquele momento fruia.
Sonildes Silva S. do Nascimento
terça-feira, 30 de junho de 2009
Quem mente mente
quem mente
quase sempre mente
descaradamente;
quem não mente ingenuamente
descaradamente mente,
mas quem não mente?!
verdadeiramente
todo mundo mente!
ingênua ou descarada mente;
e assim ou assado, sente somente
a mente de quem mente
quem sabe que mente.
por isso melhor mente
a mente que dificilmente mente,
porque sempre quem mente
até em verdade mente,
mas que mente,
de quem engenhosa mente mente!
ou será que há a que não mente, mente?!
Rudival Rodrigues
quase sempre mente
descaradamente;
quem não mente ingenuamente
descaradamente mente,
mas quem não mente?!
verdadeiramente
todo mundo mente!
ingênua ou descarada mente;
e assim ou assado, sente somente
a mente de quem mente
quem sabe que mente.
por isso melhor mente
a mente que dificilmente mente,
porque sempre quem mente
até em verdade mente,
mas que mente,
de quem engenhosa mente mente!
ou será que há a que não mente, mente?!
Rudival Rodrigues
Palavras na bandeja (ou Self Service)
Por sua boca sinto um novo modo de vida:
Mais leve
Mais puro
Mais consistente
Sinto sílabas em pequenas porções de veludo
Frases como povilho de desejo doce
Palavras na bandeja
Banquete de olhares
E uma vontade gustativa de perceber tudo
Tudo em você
Começo pela fala mole
Goles e goles de conversa líquida
A meia xícara de carinho bem quentinho...
Um pouquinho a cada dia:
Café, almoço, à madrugada
Você, suas palavras, suas caras
E esse restinho esfarelado de esperanças perdidas.
Liliane Freitas
Mais leve
Mais puro
Mais consistente
Sinto sílabas em pequenas porções de veludo
Frases como povilho de desejo doce
Palavras na bandeja
Banquete de olhares
E uma vontade gustativa de perceber tudo
Tudo em você
Começo pela fala mole
Goles e goles de conversa líquida
A meia xícara de carinho bem quentinho...
Um pouquinho a cada dia:
Café, almoço, à madrugada
Você, suas palavras, suas caras
E esse restinho esfarelado de esperanças perdidas.
Liliane Freitas
Despoetizando-me
a poesia escapou-me,
que pena
fiz um poema
despedido de minha ia;
chorei cada fonema
da pena e do poema
e na ânsia
dessa dor amena
me acena,
diga quem,
a poesia.
Rudival Rodrigues
que pena
fiz um poema
despedido de minha ia;
chorei cada fonema
da pena e do poema
e na ânsia
dessa dor amena
me acena,
diga quem,
a poesia.
Rudival Rodrigues
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Ondulações
Sempre quis descrever o mar em forma de poesia,
porém percebi que em sua imensidão
Poesia alguma o comportaria...
Parti para as inquietações de suas ondas
E descobri quão semelhante é o mar e o universo humano.
Suas ondas revoltas que mais parecem os desamores dos homens
Que se vão em um tempo e retornam noutro,
sem que antes possam se preparar para partida.
Ondas que levam sonhos, esperanças, até mesmo a saudade
Dos que ficam, dos que partem, deixando pra trás suas marcas.
Ah esse mar!
Que ouve em silêncio os sussurros dos apaixonados,
Que aceita o olhar vazio e inquieto dos solitários;
Esse mar que abriga o silêncio do deprimidos,
Acalma suas angústias com a dança suave das águas.
Oh, mar que lava o corpo e a alma dos crédulos,
Que alimenta seus sonhos, suas buscas...
Que faz parar qualquer vivente a admirá-lo
horas e horas em silêncio absoluto.
É exatamente esse mar vivo, acolhedor que mesmo com sua imensidão,
Trago para dentro de mim
Abdico desse vazio na alma para acolher essa maravilha
Tão singular que o meu ser comporta
Oh mar, doce mar.
Mônica Martins
Desmontagem
Você me lê
eu te observo
daqui (do
meu outro
lado) e escrevo
este arquivo falso
esta medusa
de mil truques
bric-à-brac
para você me
(se) crer vivo
de minhas
palavras
viro (sua)
carne, (sua)
plástica-estética-química
e me (lhe)
pinto das tintas
que leio
dos dedos cegos
de glauco, borges, homero
para de outro
corpo (me)
escrever
poema
Sandro Ornellas
Você me lê
eu te observo
daqui (do
meu outro
lado) e escrevo
este arquivo falso
esta medusa
de mil truques
bric-à-brac
para você me
(se) crer vivo
de minhas
palavras
viro (sua)
carne, (sua)
plástica-estética-química
e me (lhe)
pinto das tintas
que leio
dos dedos cegos
de glauco, borges, homero
para de outro
corpo (me)
escrever
poema
Sandro Ornellas
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